Adolescência: o que pode ser bom ou ruim nesta fase (Parte 3).

Este é o terceiro texto de uma série sobre a fase da adolescência e quero falar um pouco sobre mim, como atuei e vejo o trabalho com a saúde de adolescentes e suas famílias. Minha intenção continua sendo compartilhar informações com meus amigos e suas famílias que vivem a fase da “adolescência familiar”, pois, como já mencionei antes (Adolescência-Parte 1 e Adolescência-Parte 2): quando uma criança chega nesta faixa etária a família inteira sofre transformações.

Trabalhei por alguns anos numa “Casa do Adolescente”, que é o local onde em vários municípios do estado de São Paulo, opera o Programa de Saúde do Adolescente. Foi-me muito valioso o aprendizado que tive naquele período, por meio do exemplo das(os) colegas com os quais tive a honra de trabalhar, especialmente das enfermeiras que foram as responsáveis técnicas do local e ensinaram-me algumas coisas sobre cuidados em saúde geral, prevenções, gravidez na adolescência e saúde da mulher.

Porém, o maior ganho de todos foi conhecer cada adolescente e suas famílias, ter o privilégio de acompanhar aquelas pessoas em situações muitas vezes de sofrimento intenso, tragédias familiares intergeracionais, casos de violências, negligências, abusos e absurdos sociais, ignorâncias que agravam tudo o que já é tão difícil... Mas, ao mesmo tempo, foram experiências maravilhosas de transformação, desenvolvimento, sucesso, acompanhamento, restauração de laços, resoluções de problemas e conflitos aparentemente insolúveis, com muito crescimento para todos nós.

Para adiantar os temas e reforçar o que era discutido ou apresentado nos primeiros encontros de acolhimento em grupo, eu costumava recomendar que os pais assistissem a alguns pequenos vídeos com cerca de 3 minutos de duração cada um. Foram elaborados por um serviço da região do Algarve (Portugal) e estão disponíveis no Canal do YouTube “Janela Aberta”.

Até hoje eu gosto daqueles vídeos, embora os veja de modo diferente atualmente. O primeiro que quero recomendar é sobre “estilos” de pais educarem seus filhos. Trata-se de um bom tema e modelo, muito antigo e bastante difundido. Hoje não trabalho mais com base nesta abordagem, pois existem outros aspectos mais adequados de se estudar e aplicar na área da parentalidade. Ao invés de categorizar “tipos” de atuação dos pais, cada família possui característica que são bem estudas hoje em dia e devem ser avaliadas. Mas, como “no deserto o orvalho é doce”, onde não há modelo algum ou para se iniciar a reflexão sobre a importância de aprender a educar filhos, ainda recomendo que assistam. Basta clicar aqui.

Outro tema pertinente é a questão da comunicação entre pais e filhos. Também quanto a este assunto eu sei que existe muita coisa estudada e produzida sobre o tema, que é bastante complexo devido a todas as suas dimensões e há especificidades importantes a se considerar em cada caso particular quando se realiza qualquer intervenção. Mas, vale a pena assistir a um vídeo para estimular a reflexão clicando aqui.

Espero que falar da importância de regras e limites na educação dos filhos não seja mais quase como um “tabu”, mas algo que podemos reconhecer que é mais uma coisa boa que as gerações passadas já valorizavam. Clique aqui para assistir um vídeo curto sobre este assunto.

Atualmente vejo com muita frequência programas para pais, casais, famílias, grupos e equipes, que incluem em suas atividades algum modelo de proposta para resolução de conflitos. Com certeza, toda inciativa em buscar uma estratégia saudável neste sentido é pertinente. Assista mais um vídeo do canal que mencionei e considere pensar mais sobre este assunto clicando aqui.

Por fim, talvez o mais destacado e sempre importante ser difundido, o assunto das transformações físicas que ocorrem quando uma criança se torna adolescente deve ser de domínio de todos os pais ou responsáveis por eles(as). Clique aqui e assista a um vídeo breve sobre a Puberdade.

Enfim, como tenho dito, desejo que meus amigos, amigos que ainda um dia farei e todos os responsáveis por crianças e adolescentes possam se beneficiar com a visualização destes pequenos vídeos muito bem elaborados. Claro que não esgota todas as possibilidades ou necessidades de intervenções necessárias em muitas situações, mas fica aqui a dica! Abraços...

Luis Antonio Silva Bernardo

Psicólogo CRP 06/115616